Fernando de Noronha

Fernando de Noronha, o Éden Brasileiro

Por: Viaje Mais

Se existe algum lugar no Brasil que pode representar o clichê de “paraíso”, esse lugar é Fernando de Noronha. Não há outro trecho da paisagem brasileira onde a natureza caprichou tanto como no litoral dessa ilha, distante 345 km de Natal (RN) e 545 km do Recife (PE). Mesmo viajantes experientes concordam que ali está uma das mais incríveis coleções de praias de todo o planeta. Faixas de areia alvas e macias, banhadas por um mar de água cristalina. Ao menos duas delas, a do Sancho e a Baía dos Porcos, lideram qualquer lista das mais belas do País. E ainda tem outras 14 na disputa. Tudo o que for dito sobre qualquer praia de Noronha ainda será pouco para exprimir o que elas realmente são. E, acredite, só vendo para entender.  

No quesito praia e paisagem, Noronha leva uma pequena vantagem sobre a caribenha Los Roques. Isso porque a formação geológica do arquipélago brasileiro esculpiu uma variedade maior de cenários. Noronha está no topo de um extinto vulcão submarino quese eleva a 4 mil metros de profundidade. As erupções e o magma derramado ao longo de milhões de anos fizeram emergir todas as 21 ilhas do arquipélago e criaram praias preciosamente ornamentadas por montanhas, falésias e piscinas naturais. Tanto que o principal símbolo de Noronha é um monumento natural de pedra que você já deve ter cansado de ver em fotos publicadas em revistas de viagem: o Morro Dois Irmãos, a poucos metros da beira da Praia da Cacimba do Padre.

mergulho

Os nativos o apelidaram de Morro “Fafá de Belém”, por conta do formato curioso que sugere os seios de uma mulher. Uma lenda local dá conta que seriam mesmo seios petrificados. No caso, de uma gigante castigada por manter um romance proibido com outro gigante, que, por sua vez, também teve suas partes íntimas transformadas em pedra, o Morro do Pico, o mais alto da ilha com 323 metros de altura. Ela está postado na Praia da Conceição como um guardião da beleza do lugar. O pico pode ser visto de qualquer ponto da ilha, mas ao contrário do que diz a tal lenda, assume outras formas dependendo do ângulo que se olhe, como um rosto ou um dedo apontando para o céu.  

Diferentemente de Los Roques, onde predominam as praias de relevo plano com mar calmíssimo, Noronha exibe um contraste fabuloso entre terra e mar. Há praias delimitadas por penhascos verdejantes, como a do Sancho, cujo único acesso se dá por uma escada encravada na fenda da falésia, e outras com arrecifes e rochas que formam piscinas naturais, como a Baía dos Porcos e a Praia do Atalaia. Em alguns trechos, dependendo da época do ano (entre dezembro e março), o litoral é marcado por grandes ondas tubulares, caso da Praia do Boldró e da Cacimba do Padre, palcos para campeonatos internacionais de surfe.

Em diversos pontos surgem mirantes onde todo turista vai para babar com o visual. Quem encaraa ladeira para chegar às ruínas do Forte de Nossa Senhora dos Remédios nunca mais esquece a paisagem. O que dirá então da vista do alto do mirante do Boldró, onde é tradicional a reunião de gente nos finais de tarde para admirar (e fotografar) o pôr-do-sol. Por volta das 17h, a encosta do mirante fica tomada por pessoas que esperam o astro-rei tornar-se uma imensa bola vermelha e esconder-se atrás da linha do horizonte no mar (quando não há nuvens). Nos momentos finais do show, o bar que funciona no local liga em alto volume os alto-falantes para ecoar o som do Bolero de Ravel, idéia não muito original, importada diretamente da Praia do Jacaré, em João Pessoa (PA).

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