
Sem Limites
Por: Viaje Mais
Há bem poucos anos Dubai não despertava sonho ou interesse em ninguém. Aliás, pouca gente tinha ouvido falar dessa cidade, um dos sete Emirados Árabes Unidos, no Oriente Médio. Para olhos ocidentais era apenas uma pequena interrogação fincada nas areias de um deserto sem fim onde nada poderia existir além de calor e pó. Nem mesmo a informação sobre as praias de águas muito azuis às margens do Golfo Pérsico ajudaria a convencer alguém a viajar para lá. Golfo Pérsico? Nos anos de 1990 esse nome soava algo como Faixa de Gaza ou sul do Líbano hoje em dia. Mas as coisas mudaram por lá. E mudaram rápido. Em apenas três décadas Dubai passou de vilarejo de mercadores árabes a um dos destinos de luxo mais cobiçados do mundo. Não era nada e inventou-se completamente. Transformou-se num ícone de modernidade, onde prédios futuristas, shoppings gigantescos e hotéis sete estrelas brotaram das areias por onde circulavam apenas camelos. Dizem que tudo é possível em Dubai. Pode ser mesmo. O arrojo dos projetos arquitetônicos, que inclui até complexos turísticos em gigantescas ilhas artificiais, parece recriar o cenário de um filme de ficção científica. Trata-se talvez do maior boom imobiliário que o mundo já viu. E que está longe do fim. Numa velocidade alucinante, o skyline do centro e da região chamada de New Dubai está sendo tomado por construções cada vez mais audaciosas, improváveis e magalomaníacas. Em 2009 há previsão para entrega de 77 mil novas construções, que vão aumentar a capacidade estrutural da cidade em um milhão de pessoas, metade da população atual. Para um lugar que em 1950 contava com cerca de 20 mil moradores vivendo as agruras desérticas num povoado sem energia elétrica, esses números parecem tão surreais quanto sua história.






