
Templo do poder
Por: Viaje Mais
É impossível dizer “conheço o México” antes de passar ao menos três dias na capital do país, a Cidade do México, que os locais chamam apenas de DF (Distrito Federal). Com cerca de 20 milhões de habitantes, trata-se de uma das três metrópoles mais populosas do mundo. Aliás, metrópole não. Megalópole. Até na altura, já que fica a 2,3 mil metros do nível do mar. Uma São Paulo verde, branca e vermelha, como costumam dizer algumas pessoas. Cheia de arranha-céus, viadutos, trânsito, poluição... Tudo isso não deixa de ser verdade, é inegável, mas só mesmo quem conhece a Cidade do México de perto pode afirmar que as mazelas da capital chegam a ser ínfimas perto da riqueza histórica, cultural e arquitetônica que toma conta da região.
Com ruínas arqueológicas, construções coloniais, igrejas e praças enormes, mariachis por todos os lados, museus e restaurantes que servem tudo com pimenta e regado a tequila, a capital é uma espécie de síntese do México. Sua história está ligada diretamente à do país, já que foi lá que o conquistador espanhol Hermán Cotés travou sua maior batalha: destruir o império asteca, que tinha levantado no planalto central mexicano sua incrível sede política e cultural, chamada Tenochtitlán.
Definida pelos próprios espanhóis como a maior cidade do mundo na época, Tenochtitlán começou a ser destruída em 1519. A maior parte de seus templos, estátuas e pirâmides foram abaixo e as pedras serviram de alicerce para a construção de muitos edifícios coloniais que permanecem até hoje de pé no centro histórico da atual Cidade do México. E é por lá que se deve iniciar um passeio pela região.






